Prezados Amigos,
Por todos os meios "internéticos" recebi eufóricas mensagens de membros da Diligente Diretoria da OAB/CE dando conta do “fim da indignidade” do atendimento por via das apelidadas “bilheterias”, no Fórum Clóvis Beviláqua. Diziam as mensagens que o Diretor do Fórum atendeu às reivindicações da OAB e mandou instalar local condigno para o atendimentos aos causídicos.
Confesso que me deixei contagiar por tal euforia. Finalmente, seriam restabelecidas as mínimas condições de trabalho para o Advogado, que não pode se furtar às peregrinações forenses na tentativa heróica de impulsionar os feitos, já que, com perdão do trocadilho, o “impulso oficial” é manter-se inerte!
Ontem, porém, qual não fora a minha decepção! Depois de breve período de descanso, de volta à rotina de trabalho, dirigi-me ao Fórum CB, iria a uma das Varas de Família. Lá chegando, o que vi? O “fim da indignidade”? Longe disso! Conforme se pode ver na foto anexa a esse post, o que havia eram minúsculos balconetes, mal recostados às malsinadas “bilheterias”!
Logo, então, a decepção compartilhou espaço com uma curiosidade. Será que os nobres colegas não viram no que resultou, na prática, o que eles chamaram de “fim da indignidade”? Ou eles viram e se convenceram de que acabou mesmo a indignidade? Ou, ainda, eles têm consciência da realidade, mas divulgam versão dos fatos desconexa desta por motivos inconfessáveis?
Dúvida tormentosa! Por demais, desconfortável! Pois, no primeiro caso, o alarde precipitado do “final da indignidade” seria uma grande garfe, para não dizer imprudência, daquelas que o advogado não tem o direito de cometer.
Porém, se eles viram o estado das coisas e se convenceram de que acabou mesmo a indignidade, o problema é sério! Muito mais preocupante do que uma simples garfe ou imprudência. Significa que os representantes da classe teriam perdido o senso axiológico do que seria dignidade profissional.
Homens da Envergadura do nosso Presidente, Dr. Valdetario Andrade Monteiro, do nosso Secretário Geral, Dr. Cleto Gomes, além de outros Ilustres Colegas e Amigos, teriam esquecido no passado, não tão longínquo, o que constituiria o mínimo necessário ao livre e desembaraçado exercício da profissão!
Já, em relação à última hipótese, recuso-me a acreditar que homens de meritórios predicados como os citados tenham consciência da realidade, mas divulguem versão light dos fatos por movidos por interesses menores. Como não acredito nisso, abstenho-me de me demorar nessa conjectura, apesar de ela insistir em me ocorrer.
O fato é que, estou entre a decepção e a dúvida; entre a realidade e o “fim da indignidade”; e com a suspeita de que a situação pouco ou nada mudará, tendo eu e milhares de colegas que nos submeter, por tempo indeterminado, às precárias condições de trabalho no Fórum Clóvis Beviláqua, enquanto, por aí, festeja-se o que não se viu!
Agora, se me dão a honra, novamente, com a palavra Presidente, Dr. Valdetario Andrade Monteiro, do nosso Secretário Geral, Dr. Cleto Gomes...
Nenhum comentário:
Postar um comentário