25.5.12

OAB, BASTA DE MISE-EN-SCÈ

Prezados Amigos,

Diz a chamada: faltam 2 dias ...

No entanto, esquece-se de falar dos dias que sobram...

Esquece-se dos 365 dias que sobram desde a última vigília da OAB contra o apagão do Judiciário, que não surtiu o menor efeito.

Esquece-se dos mais de 730 dias de inércia da OAB que sobram desde os primeiros atrasos das obras no Fórum Clóvis Beviláqua.

Esquece-se dos mais de 1100 dias que sobram sem análise técnica do projeto da reforma em comento, etc.

Isso, sem falara nos 5 dias em que se tenta acertar no uso da crase sem sucesso.

De fato, não há dias faltando, mas, sim, dias sobrando, e muitos!

Vejam só, não se desconhece do valor político que atos públicos possuem e que, em certas circunstâncias, eles são muito apropriados e surtem efeitos positivos.

Mas o que tenho visto está longe de ser atos verdadeiramente políticos, no sentido nobre da palavra.

O que vejo é a OAB portar-se como ONG de segunda que abraça "movimentos" inexpressivos, sem substância, sem discurso e sem objetivos.

Ora, sejamos honestos! Quais as reais perspectivas de esse "ato cívico" surtir algum efeito?

Rogo a Deus estar errado, mas não há a menor expectativa de que ele traduza resultados concretos, podendo, no máximo, provocar o anúncio do "fim da indignidade" que nunca acabará, à moda das "bilheterias"!

E disso, todos os que encabeçam o "movimento" estão plenamente cientes!

Vou além, estão cientes eles, também, de que só o manejo de um instrumento jurídico de força coercitiva, tal como a Ação de Improbidade, poderia ter algum efeito a essas alturas.

Mas isso não convém, pois desagrada ao Poder Político vigente, o que pode prejudicar os interesses profissionais e eleitorais de muitos!

Em verdade, referido ato não passa de mais uma "mise-en-scène" para a imprensa e a sociedade, pela qual, desavisadamente, muitos colegas advogados se deixam levar.

O que, por fim, induz à indagação inimaginável outrora:

Será que nós advogados nos deixaremos fazer de massa de manobra, sem discernimento, nem senso crítico, nesse jogo de politicagem?

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